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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Coisas de tapete vermelho, oscar na mão, paparazzi e o que dizem por aí...

O glamour sem igual da sempre charmosa Nicole Kidman
Depois que passa a festa do Oscar, falar do assunto ainda por uns dias chega até a cansar. Então satisfeitos ou não com os resultados, nos dignamos a assistir a algumas das produções que ainda não havíamos visto. Porém, para o grande público amante do cinema muitas coisas atraem a curiosidade, além do filme, aquele que ainda ficou para se conferir. Falo então dos vestidos das atrizes, da elegância dos atores, das entrevistas no tapetão vermelho, das fofocas locais que logo são veiculadas na internet, etc.
A Tilda Swilton então, vencedora de melhor atriz coadjuvante o ser mais exótico visto naquela na noite da premiação, além da figurinista do filme “Elisabeth: a Era de Ouro”, que de tão apagada mal parecia alguém que trabalha em um setor tão diversificado como é o do vestuário, ainda que para o cinema.


Colin Farrel, assim como o colega Javier Bardem chega em companhia da mãe

Papazzis fotografam Javier e Penélope e fazem a festa das revistas

Javier Bardem realmente ganhou pelo talento. Na verdade, ele poderia ter ganho um Oscar desde há muito tempo, principalmente quando desempenhou um excelente papel em “Mar Adentro”(2004). Assumir um tetraplégico não é missão muito fácil e ele praticamente se desfigurou cenicamente, não só pelos recursos de maquiagem (algo irrelevante ao seu grande talento), mas de gestos e palavras. Principalmente palavras, a voz alterada de um Ramon Sampedro que passa pela dor de longos anos em uma cama. No filme que foi o grande vencedor deste ano, “Onde os fracos não têm vez”, ele volta a surpreender com uma interpretação impressionante, nada mais justo.
Mas voltando a falar de Javier Bardem, agora no campo pessoal, há um comentário que veio parar nos sites de cobertura do Oscar de que ele e Penélope Cruz evitaram se cruzar no tapete vermelho. Comenta-se então que teria sido algo combinado por ambos, já que não admitem para imprensa o affair entre eles. Atualmente a imprensa marrom européia fez fotos do casal em clima de intimidade em uma praia.

A doce lembrança de Heath Ledger

Em se tratando de homenagens lembraram do Heath Ledger finalmente nesta 80° Edição do Oscar. Mas foi Colin Farrel que inicialmente falou sobre o colega em curta entrevista, antes de entrar no Teatro Kodak também acompanhado da mãe, aproveitou para falar do próximo trabalho no cinema. Ele será um dos atores que substituirá Heath Ledger, que morreu em janeiro, no filme "The Imaginarium of Dr. Parnassus" (ainda sem título em português). Colin disse que tentará fazer o melhor para substituir Heath Ledger em seu último trabalho no cinema.

Fora dos bastidores e do vermelhão do tapete: Nos sites de relacionamento, os fãs de Heath Ledger especulam sobre a hipótese de algum Oscar póstumo para 2009, pelo papel do Coringa, acreditam que seria mérito o prêmio de melhor ator coadjuvante. Na realidade vejo que não seja algo a se concretizar. Pois seria tão triste de ver aquela estatueta dourada que poderia estar em suas jovens mãos (caso estivesse vivo), ser carregada in memoriam por algum familiar seu. Nós sabemos que a academia comete algumas injustiças e uma delas era o merecido prêmio pelo impecável Ennis del Mar de Heath. Então era naquele ano do “Brokeback Mountain” que ele sim deveria ter o seu Oscar. Se as pessoas tivessem acesso à obra de Anne Proulx talvez entendessem melhor. Quando se lê a personagem diretamente da short story, a visão que temos é o de um homem extremamente apagado, sem contar que a narrativa é seca. Nesse caso, a literatura não venceu ao ser melhor que a obra que ganhou as telas, ao contrário do que naturalmente ocorre quando há a adaptação das mesmas para linguagem cinematográfica. Heath Ledger deu alma, força e vida ao quase insignificante Ennis del Mar da escritora americana. Mas se Oscar póstumo for uma realidade para o próximo ano, ficará mais do que provado que o nome Heath Ledger fará parte da sempre eterna majestosa constelação das lendas de Hollywood.

Um comentário:

Ricardo Steil disse...

Concordo, Javier Bardem merecia mesmo ter ganho um Oscar quando fez Mar Adentro. O filme é ótimo, e a interpretação dele mais ainda. É impressionante como ele se adaptou ao papel.Belíssimo post.