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domingo, 29 de agosto de 2010

Parece inofensiva, mas não faz tão bem

O que é a preguiça? A velha companheira inseparável dos seres humanos. Até os que dizem que não a têm vivem alguns instantes dela. Por um lado um mal tolerável, dependendo do ponto de vista. Por outro, não parece nada demais, afinal pensar em fazer tal coisa "dá uma canseira"... Talvez a falha do momento de inspiração ou uma pausa para o nada. Taí: "O nadismo" que certo dia vi na TV pessoas praticarem gratuitamente em um parque. Por um lado ela é benéfica, pois nos permite desconectar-se do mundo, das coisas, dos problemas, das pessoas quando a gente pára por minutos ou hora(s) sem fazer nada. Talvez não seja a preguiça propriamente dita, mas uma espécie de meditação que ninguém suspeita que esteja fazendo, em que não se pensa, não se raciociona. Onde se tenta desafogar o cerébro a nível consciente ou inconsciente. Mal necessário ou um bem necessário é a preguiça? Bem... depende de que forma a chamamos, talvez nesse sentido de encontrar uma forma terapêutica para ausentar-se das agruras da vida ela deixa de ser preguiça. Mas quando deixamos de fazer o que é mais importante para nossas vidas ela é uma vilã, principalmente quando ela deixa as coisas desleixarem-se realmente nada flui de maneira positiva. Por isso que ela é bonitinha só para capturar imagens de seu desfrute, mas feia quando uma carta não chega a seu destinatário, um documento importante deixa de ser publicado ou algo mais importante ainda deixa de ser feito.

2 comentários:

Marcio Nicolau disse...

O problema é a estagnação, a recusa à vida. No entanto, parar, de vez em quando, é importante. Olhar, pensar em nada, é essencial. Gostei do texto.

Roderick Verden disse...

Ela sempre me acompanhou. rs