Seguidores

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O "Ensaio sobre a cegueira" de Fernando Meireles



Eu vi o trailer do filme, e pelo pouco que observei ele não é nem de longe um desses filmes otimistas sobre a vida. Vou deixar o link com uma repostagem que li hoje de manhã.




Entrevista com cineasta Fernando Meireles


13/05/2008 - 14h31 - Atualizado em 13/05/2008 - 15h42
‘Não vou entrar neste fla-flu’, diz Meirelles sobre briga pela Palma de Ouro ‘Ensaio sobre a cegueira’, novo filme do diretor de ‘Cidade de Deus’ estréia em Cannes.
Longa-metragem foi escalado para a abertura do festival e também está em competição.
Diego Assis Do G1, em Cannes.

New York TimesO diretor Fernando Meirelles, que lança em Cannes 'Ensaio sobre a cegueira' (Foto: New York Times) Saiba mais » 'Me sinto tão feliz quanto nervoso', diz Fernando Meirelles sobre Cannes » Filme de Fernando Meirelles abrirá o Festival de Cannes » Trailer de ‘Blindness’ mostra ‘Minhocão’ abandonado Dias depois de ser pego de surpresa com a escolha de “Ensaio sobre a cegueira” para abrir – e competir no – Festival de Cannes, o diretor brasileiro Fernando Meirelles se diz um pouco mais confiante quanto à recepção que seu novo longa terá nesta quarta-feira (14), quando fará sua estréia mundial durante o Festival de Cinema de Cannes, na França. “Achava o filme um pouco ‘indigesto’ para preceder um jantar como acontece na abertura do festival, mas vai dar tudo certo e, se der errado também, ninguém vai morrer”, disse Meirelles em entrevista ao G1.
Experiente em Cannes, o diretor de “Cidade de Deus” e “O jardineiro fiel” prefere não arriscar um palpite quanto à chance de seu novo filme desbancar os fortes concorrentes na competição pela Palma de Ouro, entre eles Clint Eastwood e seu “Changeling”, Wim Wenders com “Palermo shootings”, e os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardene, duas vezes vencedores no festival e que exibem desta vez “Le silence de lorna”.
“Para ser honesto, estou ignorando deliberadamente esta premiação. Não vou entrar neste fla-flu para preservar minha sanidade mental. Quando me perguntam sobre a Palma, digo que já fico feliz se elas forem em minúsculas mesmo e, se possível, no plural”, revela.
Baseado no romance homônimo do escritor português José Saramago, “Ensaio sobre a cegueira” é uma parceria entre a O2 Filmes, de Meirelles, uma produtora canadense e o estúdio norte-americano Miramax. No elenco, estão artistas internacionais como Juliane Moore, o ator Mark Rufallo, além do mexicano Gael García Bernal e da jovem atriz brasileira Alice Braga. A trama se desenrola a partir de um misterioso vírus que provoca cegueira instantânea nas pessoas infectadas - sem causas aparentes conhecidas e “branca como o leite”.


Uma vez infectados, os doentes são confinados pelo poder público em uma espécie de sanatório, deixados à própria sorte, já que o simples contato dos humanos com alguém que tenha contraído o vírus pode acarretar em transmissão. Na história de Saramago, além dos dejetos que começam a se acumular no local e das brigas de convívio entre os doentes, há relatos de estupros, algo que tirou o sono de Meirelles durante o processo de montagem do filme. Até chegar a versão final que será exibida nesta quarta em Cannes, o diretor precisou remontar o longa ao menos dez vezes, retirando ou suavizando passagens que teriam sido consideradas muito fortes por algumas platéias-teste a que “Ensaio” foi exposto.
“‘Cidade de Deus’ também passou por test screening, mas passou ileso. Foi bem avaliado de cara – eu era feliz e não sabia”, brinca Meirelles. “Acho que os espectadores, especialmente os norte-americanos, são infinitamente mais liberais em relação à violência do que a sexo. Uma cabeça explodindo vá lá, mas um casal se amando, só se for meio sugerido. Como somos malucos, não?”
Apesar de dirigido por um brasileiro, filmado grande parte em São Paulo e baseado numa óbra lusófona, “Ensaio sobre a cegueira” (ou “Blindness”, lá fora) foi todo rodado em inglês.

A opção segundo Meirelles foi estritamente comercial. “Embora eu preferisse rodá-lo em português, um filme na nossa língua não pode custar mais que uns US$ 4 milhões ou nunca recuperará o investimento. Além do mais, dificilmente seria visto em mais do que 10 ou 12 países. Rodando em inglês, ele pode custar R$ 26 milhões e está sendo vendido para 43 países, por enquanto”, explica.

E acrescenta: “Neste caso específico, em que temos hordas de pessoas cegas pelas ruas e cidades abandonadas, mesmo que eu quisesse, não conseguiria filmar com um orçamento curto”. “Ou conseguiria, mas ficaria uma droga.”
Fonte: Site Oficial de O Globo.

2 comentários:

Rodrigo Fernandes disse...

fico chateado com essa recepção fria ue o filme anda recebendo em Cannes... mesmo assim não muda a minha expectativa para ve-lo nos cinemas...mas tbm o grande problema é que a m´dia de uma menira geral enaltece as crticas negativas enquanto existme tbm as positivas sobre o filme... na propria matéria do Globo que vc postou tem bons coemntários de outros criticos.. sempre quando um filem causa uma polemica assim é que deve ser visto!! rs
beijos!!!

Heri, hodie, cras, cotidie... disse...

Sim concordo!